Eclipse Lunar Penumbral – Agosto/26

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Na noite do dia 27 e madrugada de 28 de agosto de 2026 presenciei pela primeira vez utilizando um telescópio, um eclipse lunar penumbral parcial. Seguindo abaixo as minhas impressões bem como uma análise do desempenho do equipamento e do próprio acontecimento.

Quando esse tipo de eclipse, se dá, a Lua assume uma coloração avermelhada dando a esse tipo de eclipse algo especial, pois a Lua passa pela penumbra da atmosfera da Terra a luz do Sol se interage com os elementos atmosféricos, que absorve a luz azul e rebate a luz vermelha do espectro solar projetando a luz vermelha na Lua. Por fim, esse eclipse foi parcial pois a sombra da Terra que está sendo projetada na Lua não cobriu o disco lunar totalmente.

A dinâmica do eclipse lunar.

O telescópio Seestar S50 conseguiu localizar bem a Lua, mesmo entre nuvens. O tempo começou a abrir já pouco antes do eclipse – que se iniciou por volta das 23h15 (horário do Brasil) permitindo imagens e registros em vídeo de não mais que 3 minutos pois as imagens RAW ocupam espaço demasiado.

No total além de imagens de vários momentos do eclipse também tive oportunidade de gerar uma série de pequenos vídeos para posterior análise, com o objetivo de gerar imagens de maior resolução. Essas imagens foram feitas dentro de horários sugeridos para cada fase do fenômeno. Algumas fases não coincidiram com os horários que foram meramente sugeridos e não batem necessariamente com o real momento de cada fase conforme ilustrado na tabela abaixo:

MomentoHorário sugerido
(GMT-3 Brasília)
Objetivo
Lua antes da umbra23h15–23h25referência pré-eclipse
Entrada da umbra23h30–23h40registrar início da sombra forte
Umbra avançando00h00–00h10evolução intermediária
Pré-máximo00h50–01h00Lua já muito eclipsada
Máximo01h07–01h17cobrir o máximo de 01h12
Pós-máximo01h25–01h35início da retirada da sombra
Saída intermediária02h10–02h20evolução da saída
Final da parcial02h46–02h56registrar fim da umbra

O comportamento do telescópio chamou a atenção pois no momento máximo do eclipse teve dificuldade em focar na Lua como um todo, talvez por nuvens que deixaram o crescente lunar muito apagado em um certo momento e a Lua começou a balançar tanto quanto um bêbado desorientado.

Foi tentado o Auto Foco com pouco resultado, então fui forçado a buscar um foco manual chegando ao número mágico de 1646. A Lua começou a mostrar seu disco ocultado e depois de regular Exposição (Exposure/ms) e Ganho (Gain) manualmente em valores de 278 e 248 ms respectivamente obtive de forma mais contundente a coloração avermelhada da Lua na penumbra da Terra.

A fase do pós eclipse foi pra mim a mais divertida, pois eu via a Lua avermelhada com apenas uma parte crescente bem branca. Devido ao ajuste de ganho e exposição essa parte crescente, salvo do efeito do eclipse, ganhou um tom branco bem brilhante impossibilitando registrar qualquer elemento da superfície da Lua naquela região. Pois bem, esse crescente, começou a aumentar, pouco a pouco, até tomar totalmente o disco lunar que retornava a sua coloração original eu estimo uma hora e quarenta minutos de pós eclipse mas nem vi o tempo passar.

O final foi como sair de uma festa com amigos, muita satisfação e história pra contar e é claro, lições aprendidas para os próximos eclipses e muito material para análise posterior. O próximo eclipse lunar penumbral está previsto para a noite de 20 para a madrugada de 21 de fevereiro de 2027.

Como foi o eclipse – timelapse composto por 35 imagens

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